Shvil HaNegev
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Lugares

Um jardim zoológico que começou numa sala de aula

Para recordar

O jardim zoológico começou como um recanto de animais que a professora Manya Urieli montou em 1954.

O jardim zoológico de Beer Sheva não se construiu como jardim zoológico. Cresceu até esse papel, e o seu começo foi muito pequeno.

Em 1954 a professora Manya Urieli montou um recanto de animais na escola «Shorashim», no bairro de Neve Noy. Um recanto de animais numa escola.

Com os anos o recanto começou a atender também um público que não era o da escola, e a receber ajuda do município. E em 1977 Urieli, que já estava reformada, recebeu um prémio do Ministério da Educação pela sua gestão.

Em 1979 o doutor Haim Sivan substituiu-a na direção, e ela passou a angariar fundos. Nesse mesmo ano Irene Kreitman, de Londres, doou a quantia que permitiu que o recanto de animais se tornasse um jardim zoológico, num espaço de cerca de cento e vinte metros quadrados projetado para isso.

E em 1983 criou-se uma associação para a angariação de fundos, encabeçada pelo professor Reuven Yagil.

E o jardim continuou a mudar-se. Em 1985 passou para um terreno de mil metros quadrados, que antes servira o campo de trânsito de Hatzerim, e inaugurou-se no ano seguinte. Naquela época trabalhavam nele apenas dois lugares e meio, e a maior parte do trabalho era feita por voluntários.

E em 1991 começou a construção do bairro de Neve Ze'ev sobre o recinto do jardim, e o Ministério da Habitação e o município construíram a sua quarta sede. A obra durou sete anos, e a sede inaugurou-se em 1996.

E vale a pena parar nesse número: quatro casas em quarenta anos. O jardim mudou de sítio quatro vezes, e cada mudança era voltar a construir tudo — jaulas, vedações, água, sombra — e de cada vez com animais vivos que é preciso mudar com ele. Um jardim zoológico não é uma caixa que se levanta; é um lugar que é preciso construir de novo.

No seu apogeu teve cerca de cento e trinta espécies de mamíferos, aves e répteis. Havia pavões que andavam soltos, e tinha uma zona de contacto com animais, salas de aula, visitas guiadas e passeios de pónei.

E parte dos animais eram animais selvagens feridos que se traziam para tratamento e recuperação, e alguns deles foram devolvidos à natureza.

No final de 2022 o jardim fechou e as jaulas foram demolidas, com vista à mudança para um novo local chamado Midbarium.

Fontes