Operação Moshe — O combate por Beer Sheva
A Operação Moshe é o combate em que as FDI entraram em Beer Sheva em 21 de outubro de 1948
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A história
A Operação Moshe é o combate em que as FDI entraram em Beer Sheva em 21 de outubro de 1948, no final da Operação Yoav e dentro dela, e leva o nome de Moshe Albert, comandante de setor na Brigada do Negev que morreu num ataque egípcio contra Beit Eshel. No plano de partilha das Nações Unidas a cidade ficava incluída no território do Estado árabe, e desde maio de 1948 tinha-a o exército do Egito. No levantamento de aldeias do governo do Mandato de 1945 contaram-se na cidade 5570 habitantes: 5360 muçulmanos, 200 cristãos e dez de outros grupos. Segundo a Wikipédia hebraica a cidade foi bombardeada do ar com vista à operação, e cerca de metade dos seus aproximadamente 4000 habitantes abandonou-a antes de esta começar. Às 3:45 os canhões abriram fogo, e às 4:00 avançaram desde norte os batalhões 7 e 9 da Brigada do Negev, sob o comando de Nahum Sarig, e os batalhões 82 e 88 da 8.ª Brigada, sob o comando de Yitzhak Sadeh. A cidade estava nas mãos de uma força da ordem de um batalhão: cerca de 300 soldados da reserva egípcios e cerca de 150 voluntários irregulares segundo a Wikipédia hebraica, cerca de 500 soldados segundo Benny Morris. Às 9:45 a força que se fortificara no edifício da polícia rendeu-se e a cidade passou às mãos das FDI. Morreram seis soldados das FDI e 21 ficaram feridos; no lado egípcio houve várias dezenas de mortos e cerca de 150 prisioneiros segundo a Wikipédia hebraica, cerca de 120 segundo Morris. A Wikipédia hebraica assinala que nas horas posteriores à entrada na cidade muitos soldados se entregaram à pilhagem. Sobre o que aconteceu aos habitantes as fontes divergem. Morris escreve que cerca de 350 pessoas ficaram na cidade e foram expulsas para Gaza, e algumas delas, segundo se afirma, foram alvejadas pelos israelitas; segundo ele, 200 homens e 150 mulheres e crianças foram levados para o edifício da polícia, e em 25 de outubro as mulheres, as crianças, os incapacitados e os idosos foram transportados para a fronteira de Gaza. Yitzhak Reiter escreve que todos os habitantes árabes que resistiram foram expulsos. Aref Abu-Rabia e Simha Flapan contam até dezembro cerca de 30 000 expulsos de Beer Sheva e dos seus arredores. Segundo Morris, depois da Operação Yoav proibiu-se a entrada de beduínos num raio de dez quilómetros à volta da cidade, e em resposta o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou em 4 e em 16 de novembro duas resoluções que exigiam uma retirada israelita da zona. As casas da cidade foram povoadas com novos emigrados em poucos meses.
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Fontes
- מבצע משה (מלחמת העצמאות) — ויקיפדיה העברית Consultado em 2026-08-11
- Battle of Beersheba (1948) — English Wikipedia (cita Morris 2008, p. 328; Lorch 1998, pp. 522-526; Wallach 1978, p. 57) Consultado em 2026-08-11
- Beersheba — English Wikipedia, seções "Mandatory Palestine" e "1948 Palestine war" (censos de 1922 e 1931, sondagem de 1945 da UNCCP; cita Morris, Birth Revisited p. 467; Reiter 2017 p. 209; Abu-Rabia 2007 p. 80; Flapan 1987) Consultado em 2026-08-11
- Battle of Beersheba (Q3496729) — Wikidata (P585: 21 de outubro de 1948) Consultado em 2026-08-11
- יומן דוד בן-גוריון, 21 באוקטובר 1948 — ארכיון בן-גוריון, אוניברסיטת בן-גוריון בנגב (מסמך 224891) Consultado em 2026-08-11
- מבצע "יואב" — אתר הפלמ"ח, מסד הנתונים: "שלב ד': 21 לאוקטובר — 'מבצע משה' — כיבוש באר-שבע" Consultado em 2026-08-11
- באר שבע — מפת אתרי מלחמת העצמאות, לפי מיפוי מחלקת ההיסטוריה של צה"ל משנת 1954 (21 באוקטובר 1948, 04:00) Consultado em 2026-08-11
- File:IDF SOLDIERS IN THE STREETS OF BEER SHEVA, 1948.jpg — Wikimedia Commons Consultado em 2026-08-11
Fotografias
- Hugo Mendelson — Lishkat HaItonut HaMemshaltit (GPO) Public domain
- Benno Rothenberg, אוסף מיתר — הספרייה הלאומית CC BY 4.0
