Shvil HaNegev
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Os montículos das uvas —

Os montículos das uvas

Nas encostas das colinas em redor das antigas cidades do Negev — Shivta, Nitzana, Halutza, Rehovot ba-Negev, Avdat e Mamshit — estendem-se dezenas de milhares de pequenos montes de pedra

Avdat

A história

Nas encostas das colinas em redor das antigas cidades do Negev — Shivta, Nitzana, Halutza, Rehovot ba-Negev, Avdat e Mamshit — estendem-se dezenas de milhares de pequenos montes de pedra, de cerca de um metro de diâmetro e cerca de meio metro de altura, afastados dois a três metros uns dos outros e dispostos numa malha. Os beduínos chamaram-lhes tuleilat al-inab (تليلات العنب), os montículos das uvas, e também rujum al-kurum (رجوم الكروم), as moreias das vinhas. Os primeiros a descrevê-los na investigação foram o orientalista Edward Henry Palmer e o zoólogo Charles Drake, em 1870 na região de Auja al-Hafir, e supuseram que as pedras serviam para o cultivo de videiras — daí o nome. A investigação sistemática foi feita pelo professor Yehuda Kedar, que publicou em 1967 «Agricultura antiga nas montanhas do Negev», e a sua conclusão foi outra: os montes de pedra deixavam o solo a descoberto e encaminhavam o escoamento superficial e o pó de loess encosta abaixo até aos leitos, onde a água e a terra se recolhiam nos campos. Michael Avi-Yonah chegou a uma conclusão semelhante, e o professor Moshe Shachak supôs que serviam ao pastoreio. Toda a investigação que veio depois de Palmer e Drake liga, pois, os montículos à água e à terra, e não à videira cujo nome se lhes colou.

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